quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Prece de um Aprendiz de Guerreiro


Que nos venha este dia que
amanhece.


Que nos chegue em toda a sua gloria
e esplendor e nos mostre a fragilidade humana frente ao
infinito.




Que dos confins de nós mesmos venha
algum grito ali prensado.


Que salte a nossa frente e,
virando-se em nossa direção, nos derrube sem receio


E nos mostre a fragilidade dos
velhos habitos que ainda usamos.




Que lembremos dos tantos sonhos que
inibimos.


Que essas sombras que dançam a
nossa volta, deixem escapar um cínico sorriso e


que saibamos rir de nós mesmos, nas
tantas faces em que nos entrevemos.




Que nossa pele seja sempre sensivel
ao toque alheio.


Que esse toque nos revele a tela do
coração que se anuncia no tempo que vem.


E que girando a roda da
oportunidade, nos deixemos embalar nas velhas cantigas que já
esquecemos.




Que nossa rigidez deixe de ser a
fortaleza que nos priva de mundos.


Que a saudavel ironia seja a
brincadeira das eternas Crianças numa roda de cura indiscreta.


Que a nossa mente exale o frescor
do perfume de uma primavera constante em nós


E que tudo isto não seja
simplesmente um desejo.




Que não sejam apenas palavras
escritas e mortas, assassinadas pela pouca energia que
dispomos....




Mas sim, eu evoco, sejam
sementes.


Sementes vindas no vento de nossa
luta,


Esse mesmo vento que não
cessa....


jamais...



E que fará de nossa vida uma louca
aventura que intentamos.




(Julian Corvo)

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