segunda-feira, 13 de março de 2017

Trust

Dissera-me á pouco tempo...."Dolitas... confias demasiado nas pessoas, és demasiado boa pessoa, nem todos os teus amigos, te desejam o mesmo bem, não te deixes enganar!"
Deixar-me enganar, não me parece que deixe, existe uma grande diferença em achar que toda a gente de quem gosto é perfeita, e, ver com perfeita clareza quem são as pessoas que me rodeiam e aceita-las como elas são.
Sei perfeitamente quem são as pessoas que pertencem ao meu circulo de amigos, com todas as suas arestas para limar, sei exatamente que algumas não percebem algumas das minhas atitudes, ou da vida que escolhi ter, sei da maneira que me olham, sei ver exatamente as suas limitações em relação ao mundo e até a mim, mas aceito-as tal como são, sabendo exatamente com o que posso contar com cada uma delas. 
Desde que elas me aceitem com todas as minhas limitações, me respeitem e me amem vão continuar a pertencer ao meu grupinho restrito! Porque também as Amo!
Todos nós somos diferentes uns dos outros e é exatamente esse conjunto de diferenças e semelhanças que nos tornam amigos! 
Obviamente que quando essa parceria de amizade deixa de existir, deixa de fazer sentido tudo o resto!
Mas é muito bom ter Amigos, é muito bom confiarmos na vida!  
Menos bom, é, por medo, deixarmos de confiar nos outros. No meu humilde ponto de vista é preferível confiar e darmos alguns tropeções na Vida, do que nos fecharmos ao mundo.
Viver significa mesmo isso, percorrer um caminho, com tudo o que o caminho nos poderá trazer.
Agora, Amar sabendo o que é cada pessoa que nos rodeia, estarmos conscientes dos riscos e continuarmos de coração aberto, isso sim é coragem e não burrice..... fecharmo-nos numa redoma, desconfiar de tudo e todos...isso é "não viver".
Eu escolho acreditar no que cada um tem de bom! 
Eu escolho confiar, mesmo sabendo que cada um de nós tem as duas faces, que nem tudo é preto e branco como eu gostaria que fosse, que existem partes cinzentas em cada um de nós.
Mas todos nós temos que fazer essa escolha!
E não é inocência, é uma escolha consciente do que quero do mundo e desta vida!



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